PUNIÇÃO: O deputado federal André Janones (Avante-MG) foi afastado cautelarmente do mandato por três meses por decisão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (15). A medida foi aprovada por 15 votos a 3 e se refere ao episódio ocorrido em 9 de julho, quando Janones se envolveu em uma confusão com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante sessão plenária. Cabe recurso ao plenário.
O afastamento foi solicitado pela Mesa Diretora da Câmara, após representação apresentada pelo líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), à Corregedoria. O relator do caso, deputado Fausto Santos Jr. (União Brasil-AM), inicialmente propôs suspensão de seis meses, mas reduziu a penalidade para três.
Durante o afastamento, Janones deixará de receber o salário bruto de R$ 46,3 mil e terá o gabinete desativado, com exoneração de todos os assessores. A Câmara não convocará suplente, já que a regra exige vacância superior a 120 dias.
A denúncia sustenta que Janones adotou “comportamento incompatível com a dignidade do mandato”, ao “ofender a honra” de Nikolas com expressões como “cadelinha”, além de termos como “capachos” e “vira-latas”, proferidos durante a fala do parlamentar do PL na tribuna. A Mesa Diretora apontou que as falas extrapolaram a liberdade de expressão e atingiram a imagem da própria instituição.
Janones compareceu à sessão do Conselho apenas na fase de debates. Seu advogado, Lucas Marques, negou que o deputado tenha promovido ofensas diretas ou interrompido Nikolas. Segundo ele, Janones apenas gravava um vídeo para seus eleitores e não teve voz transmitida pela TV Câmara.
O caso segue repercutindo nas redes sociais e dividindo opiniões no Congresso. Janones, por sua vez, acusa deputados bolsonaristas de agressão e protocolou queixa-crime, além de ter realizado exame de corpo de delito.
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
