O advogado Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. O posicionamento foi divulgado nesta quarta-feira (7), em uma carta publicada nas redes sociais.
Ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, o jurista publicou o texto intitulado ‘Cuidado com o precipício’, no qual faz críticas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e afirma que uma eventual vitória do senador representaria riscos à democracia brasileira.
Na carta, Reale Júnior associa a candidatura de Flávio à possibilidade de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. ‘Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe’, escreveu.
O advogado também questionou o posicionamento do candidato sobre uma eventual classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos. Segundo sua avaliação, a medida poderia abrir espaço para uma intervenção norte-americana no país.
Outro alvo das críticas foi o modelo de segurança pública de El Salvador, citado como referência por Flávio. Reale Júnior afirmou que políticas semelhantes poderiam resultar em prisões indiscriminadas e violações ao devido processo legal.
Para o jurista, a eleição do senador poderia levar o Brasil a um cenário de ‘repressão indiscriminada, sem o devido processo penal’.
Créditos (Imagem de capa): Redes Sociais
