O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus por suposta tentativa de golpe de Estado começou nesta terça-feira (2/9) no Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão foi aberta com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
Moraes destacou que o julgamento é um desdobramento do exercício da Constituição e ressaltou a importância das instituições na defesa da democracia. Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou seu parecer, citando documentos, mensagens e discursos como provas da tentativa de golpe.
Os réus, que incluem ex-ministros e militares, respondem por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Todos negam as acusações.
Durante a tarde, os advogados de defesa iniciaram seus pronunciamentos. A defesa do tenente-coronel Mauro Cid afirmou que não há provas de participação dele no suposto plano e defendeu a validade de sua delação premiada. Já a defesa do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) sustentou que não há evidências de envolvimento do parlamentar.
Segundo a acusação, os oito réus integram o “núcleo crucial” da organização que teria tentado subverter o resultado das eleições de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro não compareceu à sessão, alegando problemas de saúde.
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