PREOCUPANTE: Oito cidades do Sul de Minas enfrentam baixa umidade do ar, similar à registrada no deserto do Saara, com índices críticos causados pela pior seca da história recente. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), essas condições de ar extremamente seco são preocupantes, com impactos diretos na saúde e na agricultura.
De acordo com o Inmet, nesta quarta-feira (11), as cidades de Passos (13%), São Sebastião do Paraíso (13%), Caldas (15%), Maria da Fé (15%), Machado (16%), Monte Verde (16%), Varginha (16%) e Passa Quatro (19%) registraram índices alarmantes, semelhantes aos do deserto do Saara, conhecido por seu clima árido, onde o índice varia de 14% a 20%.
Além das condições atuais, o histórico de baixa umidade no Sul de Minas já vinha sendo registrado em meses anteriores. Em julho, Passa Quatro chegou a enfrentar umidade de apenas 8%, enquanto Monte Verde teve o menor índice do ano, com 7% no final de agosto. Varginha, Maria da Fé e Machado também atingiram níveis críticos entre 10% e 16% ainda no mês de agosto.
No início de setembro, cidades como Passos e São Sebastião do Paraíso chegaram a 9%, e Caldas registrou 12%, mostrando que a estiagem severa já impacta a região há vários meses. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma umidade ideal entre 40% e 70%, e qualquer índice abaixo de 30% já configura situação de alerta.
A seca histórica que atinge o Brasil, aliada a uma onda de calor e bloqueios atmosféricos, tem agravado a situação. Esses bloqueios impedem a chegada de frentes frias e chuvas, fazendo com que a umidade do ar diminua ainda mais à medida que as temperaturas sobem.
Para enfrentar o tempo seco, especialistas sugerem medidas como aumentar a ingestão de água, usar umidificadores de ar e evitar atividades físicas durante o período mais quente do dia. Também é importante hidratar as mucosas e manter os ambientes limpos, minimizando os efeitos adversos do clima extremo.
Créditos (Imagem de capa): Redes Sociais
