Uma delegada da Polícia Civil do Pará foi presa nesta quinta-feira (15), suspeita de receber R$ 50 mil para fornecer informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu em um hotel no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília (DF).
A investigada, identificada como Maria Virgínia Grimwood Pinto, é suspeita de manter ligação com Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado como liderança da facção criminosa. Ele também foi preso nesta quinta-feira, em um resort de luxo em Recife (PE).
As prisões fazem parte das investigações da Operação Sinalagma, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, que apura um esquema interestadual de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo a investigação, o grupo teria movimentado mais de R$ 14 milhões.
Os investigadores apontam que a delegada mantinha um relacionamento amoroso com Renato, identificado como liderança do PCC na região de Muro Alto, em Ipojuca, no litoral pernambucano.
Renato já havia sido preso em janeiro de 2025, durante a mesma operação, mas foi colocado em liberdade. Após a apreensão de seu celular, a polícia obteve autorização judicial para analisar as conversas, que revelaram indícios da participação de outros envolvidos e levantaram suspeitas sobre a atuação da delegada.
De acordo com a investigação, Maria Virgínia teria recebido vantagens financeiras indevidas em troca de informações restritas, acesso a sistemas de segurança pública e proteção a integrantes da organização criminosa.
A operação também apura a possível participação de outros agentes públicos e mecanismos utilizados pelo grupo para ocultar patrimônio e lavar dinheiro. As suspeitas ainda são objeto de investigação.
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