O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que vai classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O anúncio se dá um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e dois dias depois de um encontro do parlamentar com o presidente Donald Trump na Casa Branca.
Após a reunião, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ter pedido ao governo Trump que enquadrasse as facções brasileiras como organizações terroristas. Em publicação nas redes sociais, Rubio afirmou que a administração Trump continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para proteger os interesses de segurança nacional dos Estados Unidos e interromper o financiamento de grupos que classificou como “narcoterroristas”.
O escritório de Flávio Bolsonaro afirmou que o senador entregou ao governo Trump um dossiê com informações de inteligência ligando o PCC e o CV a atos terroristas.
A classificação anunciada pelos Estados Unidos contraria o entendimento adotado pelo governo brasileiro. Em maio de 2025, autoridades estadunidenses já haviam defendido que o Brasil enquadrasse PCC e CV como organizações terroristas, pedido rejeitado pelo Ministério da Justiça.
À época, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, argumentou que as facções não se enquadram na definição de terrorismo prevista na legislação brasileira. Segundo ele, os grupos não possuem motivação ideológica, política ou religiosa e atuam principalmente para obtenção de lucro por meio de atividades criminosas e lavagem de dinheiro.
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