Investimentos
O Sul de Minas vem ganhando espaço na disputa internacional por terras raras, minerais considerados estratégicos para setores de alta tecnologia e para a transição energética. A região do Planalto de Poços de Caldas concentra projetos de empresas estrangeiras em diferentes etapas de pesquisa, licenciamento e desenvolvimento.
Um dos movimentos mais recentes envolve o projeto Caldeira, em Caldas. A australiana Lynas Rare Earths anunciou acordo para adquirir a Meteoric Resources por aproximadamente 968 milhões de dólares australianos, cerca de R$ 3,5 bilhões. Com a operação, a Lynas passará a controlar o projeto de terras raras mantido pela Meteoric na região.
A Meteoric e a também australiana Viridis Mining and Minerals chegaram ao Sul de Minas em 2023 e possuem projetos em processo de licenciamento ambiental. A previsão apresentada pelas empresas é de início das operações em 2028.
Em Poços de Caldas, outro projeto mudou de mãos neste ano. A australiana Power Minerals concluiu, em abril, a aquisição do projeto Morro do Ferro por cerca de R$ 80 milhões e mantém trabalhos de pesquisa mineral.
Dados da Agência Nacional de Mineração mostram a dimensão do interesse pelo setor. Até 2025, o Brasil possuía 1.882 autorizações para pesquisa de terras raras, sendo 361 em Minas Gerais. Aproximadamente um terço das autorizações mineiras estava concentrado na região de Poços de Caldas.
O avanço dos projetos acontece em meio à busca de Estados Unidos e países europeus por novas fontes desses minerais. Atualmente, a China concentra cerca de 70% da produção mundial de terras raras e quase 90% do processamento e da fabricação de ímãs.
de empresas estrangeiras colocam a região na disputa global por terras raras.
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