O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, levantou suspeitas de fraude eleitoral após o crescimento dos partidos árabes nas eleições parlamentares realizadas na terça-feira (27). A declaração ocorreu enquanto a apuração indicava dificuldades para que seu grupo político conquistasse a maioria necessária para formar um governo.
Com 99% dos votos apurados, o Likud, partido liderado por Netanyahu, permanecia na primeira colocação. Apesar da liderança, a legenda e seus aliados não tinham garantia de alcançar a maioria no Parlamento.
O bloco de oposição liderado pelo general Gadi Eisenkot aparecia em segundo lugar. Ao mesmo tempo, os partidos árabes registraram um desempenho acima das expectativas, aumentando a possibilidade de uma articulação entre grupos contrários ao atual primeiro-ministro.
Diante desse cenário, Netanyahu passou a afirmar que o crescimento dos partidos árabes teria sido impulsionado, em parte, por irregularidades na votação. As acusações, no entanto, não foram acompanhadas de provas nas informações divulgadas.
Representantes dos partidos árabes rejeitaram as declarações e acusaram o primeiro-ministro de incitação.
O Parlamento israelense, conhecido como Knesset, possui 120 cadeiras. Para formar uma maioria, um grupo político precisa reunir pelo menos 61 parlamentares.
Pelas regras eleitorais de Israel, os partidos precisam obter no mínimo 3,25% dos votos válidos para conquistar representação parlamentar.
Com a apuração ainda não concluída, o resultado definitivo e as possíveis alianças serão determinantes para definir quem conseguirá formar o próximo governo israelense.
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