A Justiça Eleitoral determinou que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) preste depoimento à Polícia Civil para esclarecer o uso de um celular durante a votação no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (22) pelo juiz Dias Ramon Esper, da 17ª Zona Eleitoral. Os mesários que trabalhavam na seção eleitoral também deverão prestar esclarecimentos.
Zema, que disputou a Presidência da República no primeiro turno, foi votar na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba. Na ocasião, ele utilizou o aparelho celular, apesar da proibição de entrar na cabine de votação com dispositivos eletrônicos.
Após o episódio, o Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma medida à Justiça Eleitoral para apurar o caso.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que o uso de celular na cabine é irregular e pode configurar crime, com possibilidade de pena de detenção.
Questionado por jornalistas, Zema afirmou que não foi lembrado da proibição e negou ter fotografado o voto.
“Eu ando com celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali, eu fui votar normalmente. Mas não afetou em nada meu voto, minha forma de votar, não fotografei nada”, declarou.
Nas redes sociais, o ex-governador criticou a iniciativa do Ministério Público Eleitoral e questionou a existência da ferramenta de consulta de números de candidatos, conhecida como “colinha virtual”.
A determinação judicial busca esclarecer as circunstâncias do episódio. A investigação não significa que Zema tenha sido condenado ou que a prática de crime já esteja comprovada.
Créditos (Imagem de capa): Redes Sociais

