O “Poço Secreto”, em São Tomé das Letras, foi interditado e lacrado por determinação da Justiça de Minas Gerais após ser alvo de exploração turística irregular e apresentar riscos à saúde e à segurança dos visitantes.
Segundo a decisão da Vara Única da Comarca de Baependi, o local, bastante divulgado nas redes sociais, não possui reconhecimento oficial como ponto turístico e vinha recebendo visitantes em uma área de antiga mineração desativada, sem estrutura adequada e sem autorizações legais.
De acordo com a Justiça, o espaço era utilizado sem licenças judicial, ambiental ou sanitária. Ainda conforme o processo, havia cobrança de entrada, com valores entre R$ 10 e R$ 20, mesmo sendo um imóvel pertencente a uma massa falida, sem destinação dos recursos para pagamento de credores.
A decisão aponta ainda riscos à saúde humana, incluindo a possibilidade de contaminação da água por metais pesados, em razão da atividade minerária anterior. Também segundo o documento, o local não possui sinalização nem medidas de segurança, e já foi registrado um afogamento com morte na área, em 2021.
Ainda de acordo com a decisão, há menção ao possível envolvimento de um vereador no descumprimento de ordens judiciais relacionadas ao uso do espaço.
A Prefeitura de São Tomé das Letras informou que cumpriu as determinações, com bloqueio dos acessos, retirada de placas e impedimento de entrada no local. Segundo o chefe do Departamento de Meio Ambiente, Pedro Pereira Gabriel, a preocupação com o espaço existe desde 2021, quando o local ganhou visibilidade e passou a atrair visitantes.
De acordo com ele, com o aumento do fluxo, o espaço passou a ser explorado comercialmente, o que agravou as irregularidades. A defesa dos responsáveis informou que acatou a decisão e que adota medidas para tentar reverter a decisão, além de buscar a regularização da área.
Créditos (Imagem de capa): Redes Sociais