Os preços dos alimentos voltaram a subir no Brasil após três meses consecutivos de queda. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a inflação de alimentos e bebidas acelerou em setembro e ganhou ainda mais força em outubro.
Depois de registrar deflação entre junho e agosto, o grupo alimentação e bebidas apresentou alta de 0,83% em setembro. Na prévia da inflação de outubro, medida pelo IPCA-15, o aumento chegou a 0,88%, mais que o dobro dos 0,40% registrados no levantamento anterior.
A alimentação dentro de casa foi uma das principais responsáveis pela alta. Os preços desse segmento subiram 1,01% na prévia de outubro, contra 0,38% em setembro.
De janeiro a setembro, os alimentos e bebidas acumularam aumento de 4,37%, acima da inflação geral de 3,95% no mesmo período.
Em algumas capitais, a alta foi ainda maior, como Porto Alegre (5,91%), Aracaju (5,71%), Goiânia (5,52%), Vitória (5,14%) e Fortaleza (4,69%).
Apesar da tendência de aumento, alguns produtos ficaram mais baratos na prévia de outubro. A cenoura apresentou queda de 10,67%, seguida pelas frutas (-1,37%) e pelo café moído (-1,16%).
O economista André Braz, coordenador dos Índices de Preços da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), avalia que os alimentos podem continuar encarecendo nos próximos meses.
Segundo o especialista, ainda não é possível confirmar essa tendência, mas os efeitos do fenômeno climático El Niño são um dos fatores que merecem atenção, já que podem afetar a produção agrícola e os preços dos alimentos.
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