O representante comercial Marcos de Araújo, de 53 anos, morador de Pouso Alegre, recebeu um novo rim após chegar a apenas 3% da função renal. O transplante foi realizado no Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL), em 31 de julho de 2024. Hoje, recuperado, ele comemora a nova fase. ‘Eu falo que sou um milagre vivo’, afirma.
Marcos descobriu o problema em setembro de 2018, depois de perceber espuma excessiva na urina e procurar atendimento médico. Os exames apontaram Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF), doença que provoca cicatrizes nos pequenos filtros dos rins.
Em 2023, ele iniciou tratamento no Hospital Samuel Libânio. Quando a função renal caiu para 15%, entrou na fila de transplante e passou por uma série de exames. Quando foi chamado para receber o novo órgão, estava com apenas 3% da função renal.
Segundo Marcos, cerca de 80% dos rins potencialmente compatíveis são rejeitados pelo organismo dele. Mesmo assim, foi encontrado um órgão adequado. O transplante foi preemptivo, realizado antes da necessidade de hemodiálise, e o doador não era familiar. Após a cirurgia, Marcos permaneceu sete dias na UTI antes de seguir para o quarto.
Católico, ele conta que a fé foi um dos principais pilares durante o tratamento. Sempre que retorna ao hospital, passa pela capela. ‘Nunca vim aqui para pedir, só para agradecer. Quem tem fé, tem tudo’, relata.
Para Marcos, a possibilidade de continuar acompanhando o crescimento dos filhos também deu forças para enfrentar o tratamento.
Segundo a médica Daniela Zica, coordenadora do Serviço de Transplante Renal do CHSL, o procedimento representa uma nova chance de vida e permite que pacientes retomem atividades cotidianas.
Desde 1989, o serviço já realizou mais de 300 transplantes renais. O hospital também reforça a importância da conscientização sobre a doação de órgãos para que mais pacientes possam ser beneficiados.
Créditos (Imagem de capa): FUVS



