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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
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Mulher faturava até R$ 5 mil por mês e vendia em média 40 atestados médicos falsos, diz Polícia Civil.

Durante a investigação, os policiais encontraram um caderno com anotações das vendas e descobriram que a mulher já havia comercializado mais de 1 mil atestados falsificados.

Mulher faturava até R$ 5 mil por mês e vendia em média 40 atestados médicos falsos, diz Polícia Civil.

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Uma mulher foi presa em flagrante na última sexta-feira (6) em Pouso Alegre (MG), suspeita de vender atestados médicos falsos. Segundo a Polícia Civil, ela lucrava até R$ 5 mil por mês com a prática. A suspeita vendia, em média, 40 documentos por semana, cobrando a partir de R$ 30 por atestado. O valor aumentava de acordo com a quantidade de dias de afastamento solicitada.


Durante a investigação, os policiais encontraram um caderno com anotações das vendas e descobriram que a mulher já havia comercializado mais de 1 mil atestados falsificados. No entanto, o número real pode ser ainda maior, já que ela só passou a registrar as vendas de forma mais organizada a partir de novembro do ano passado.


“Ela vendia pelo preço inicial de R$ 30 e, conforme a pessoa quisesse mais dias, o valor subia. Em média, ela vendia 40 atestados por semana e tinha uma renda aproximada de R$ 5 mil por mês”, explicou o delegado Paulo César de Sousa Oliveira.

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Como a mulher não tinha antecedentes criminais e o crime não envolveu violência, foi arbitrada fiança de um salário mínimo (R$ 1.518), que foi paga. Com isso, ela passou a responder ao processo em liberdade.


A Polícia Civil segue investigando a possível participação de outras pessoas no esquema, já que a suspeita afirmou ter recebido formulários de atestados médicos em branco de terceiros.


A polícia alerta que utilizar atestado médico falso também é crime. Mesmo quem apenas usa o documento pode responder por uso de documento falso (art. 304 do Código Penal), com pena de 2 a 6 anos de reclusão e multa. Se o documento contiver informações falsas, o médico e o solicitante também podem ser responsabilizados por falsidade ideológica. Além disso, o uso do documento pode gerar demissão por justa causa.

Créditos (Imagem de capa): Polícia Civil

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