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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
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Onça que matou caseiro no Pantanal não deve voltar à natureza.

O destino final sobre a transferência para uma instituição autorizada será tomada pelo governo de Mato Grosso do Sul, em conjunto com o ICMBio e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Onça que matou caseiro no Pantanal não deve voltar à natureza.

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A onça-pintada capturada após matar o caseiro Jorge Avalo, 60, no pantanal de Mato Grosso do Sul, não deve ser reinserida na natureza. O animal poderá ser incorporado ao Programa de Manejo Populacional da Onça-Pintada, coordenado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), voltado à conservação da espécie fora do habitat natural.


A decisão envolve a suspeita de alteração comportamental relacionada à ceva alimentação irregular de animais silvestres para facilitar avistamentos. A prática é proibida pela legislação estadual e federal e, segundo especialistas, pode fazer com que felinos percam o medo natural de seres humanos, aumentando o risco de ataques.


O destino final sobre a transferência para uma instituição autorizada será tomada pelo governo de Mato Grosso do Sul, em conjunto com o ICMBio e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

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O macho, de aproximadamente nove anos e 94 quilos, apresenta quadro de saúde debilitado. Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, o animal está desidratado e com alterações hepáticas, renais e gastrointestinais. Ele está cerca de 30 quilos abaixo do peso esperado para sua idade e porte.


Capturada na madrugada da última quinta-feira (24), a onça foi encaminhada ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), onde passou por exames e segue em observação.


Apesar da condição debilitada, a onça apresentou comportamento estável na primeira noite de atendimento. De acordo com o boletim, o animal permanece consciente após a anestesia e está sendo monitorado em um recinto seguro para manejo veterinário. Os veterinários aguardam por resultados de exames complementares, como raio-x, ultrassom e hemograma.


O ICMBio acompanha o caso e apontou que a onça demonstrava sinais de alta habituação a pessoas. A relação entre a ceva e a mudança de comportamento, no entanto, ainda está sob investigação.


Vídeos e alertas antigos de organizações ambientais, como o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), já denunciavam a oferta de alimento a onças nas imediações do rio Miranda, onde ocorreu o ataque.

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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