A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (9) a Operação "Marco Zero", que investiga a simulação do sequestro de dois candidatos de Senador José Bento (MG) durante as eleições municipais de 2024. Segundo a PF, os envolvidos — um candidato a prefeito e outro a vereador — teriam forjado o desaparecimento para gerar comoção e obter vantagem eleitoral.
O inquérito começou na Polícia Civil e foi encaminhado à PF por indícios de crime eleitoral. De acordo com a investigação, os candidatos contaram com o apoio de terceiros e ficaram escondidos por mais de 24 horas. A operação cumpre 10 ordens judiciais, incluindo dois mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão em cinco cidades de MG e PR.
A Polícia Federal informou que os alvos dos mandados de prisão já estavam recolhidos por outros crimes. Celulares foram apreendidos para análise. A operação recebeu o nome "Marco Zero" em referência ao local onde o carro usado pelos candidatos — encontrado com marcas de tiros — foi localizado.
O caso ocorreu às vésperas do 1º turno, em 3 de outubro. O carro foi achado na zona rural de Senador José Bento, próximo à casa do então candidato a vereador, Thiago do Rubens. Ele e o candidato a prefeito, Natan da Saúde, haviam sido vistos pela última vez em Borda da Mata.
Ambos foram encontrados no dia seguinte, com ferimentos leves, em uma praça de pedágio na SP-342, entre Espírito Santo do Pinhal e Mogi Guaçu (SP). Disseram à polícia que foram sequestrados e abandonados em uma área rural.
Natan não foi eleito, recebendo 1.012 votos. Já Thiago conquistou uma vaga na câmara, com 138 votos. A PF segue investigando o caso.
Créditos (Imagem de capa): Reprodução / Polícia Federal
