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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
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Sul de Minas

Polícia investiga professora suspeita de medicar 14 crianças em creche na cidade de Santa Rita de Caldas.

A prefeitura abriu um processo de sindicância administrativa para investigar o ocorrido, e a professora permanecerá afastada até a conclusão das investigações.

Polícia investiga professora suspeita de medicar 14 crianças em creche na cidade de Santa Rita de Caldas.

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Uma creche localizada em Santa Rita de Caldas (MG) está no centro de uma investigação policial após suspeitas de que uma professora tenha medicado indevidamente 14 crianças, todas com até quatro anos de idade. Segundo informações, as crianças teriam recebido algum tipo de antialérgico, cujo efeito colateral é a sonolência. O caso foi notificado ao Ministério Público pelo Conselho Tutelar, e a Polícia Civil está encarregada da investigação. A prefeitura abriu um processo de sindicância administrativa.


As mães das crianças relataram ter observado comportamentos diferentes em seus filhos nos últimos dias. Após uma das crianças mencionar que a professora teria dado um remédio, as mães trocaram informações por meio de um aplicativo de mensagens, e outras crianças confirmaram a informação. Algumas mães suspeitam que essa medicação esteja sendo administrada há cerca de um mês.


Após o ocorrido, a professora foi afastada do cargo pela Prefeitura de Santa Rita de Caldas. Segundo o prefeito Emilio Torriani (PSD), a profissional teria preparado um composto contendo água, açúcar e 'hidrafix', uma espécie de soro, e dado uma colher para cada criança. Amostras de urina das crianças foram coletadas e encaminhadas para análise toxicológica em Belo Horizonte.

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O Conselho Tutelar notificou o Ministério Público de Minas Gerais sobre o caso. O órgão informou que qualquer tipo de medicamento só pode ser administrado na escola com autorização dos pais e que professoras e monitoras não têm permissão para dar medicamentos. A prefeitura abriu um processo de sindicância administrativa para investigar o ocorrido, e a professora permanecerá afastada até a conclusão das investigações.


O advogado da professora alega que as crianças teriam visto a professora tomando um medicamento de cor vermelha e que ela teria dado água com açúcar para as crianças, simulando ser remédio. A polícia está realizando perícias e diligências para apurar os fatos.


O caso segue em investigação, tanto na esfera criminal quanto na esfera administrativa.

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