Mary Hellen Coelho Silva, de 26 anos, de Pouso Alegre, no Sul de Minas, retornou ao Brasil após cumprir pena por tráfico internacional de drogas na Tailândia. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (14) pela advogada Kaelly Cavoli Moreira. A data exata do retorno não foi divulgada.
A pouso-alegrense foi presa em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok, na Tailândia, junto de outro brasileiro, com cerca de 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos de três malas. Um terceiro suspeito foi detido horas depois com outros 6 quilos da droga. Em maio daquele ano, Mary Hellen foi condenada a 9 anos e 6 meses de prisão.
Durante o cumprimento da sentença, a jovem recebeu benefícios que reduziram a pena, incluindo medidas relacionadas ao bom comportamento e o chamado Perdão Real, que resultou no perdão de uma multa de 750 mil bahts, equivalente a aproximadamente R$ 105 mil na cotação da época.
O caso ganhou repercussão nacional devido às leis rigorosas da Tailândia para crimes relacionados a drogas, que podem prever até pena de morte, dependendo das circunstâncias. Na época, a defesa informou que Mary Hellen se declarou culpada perante a Justiça tailandesa e admitiu ter transportado drogas.
Segundo a advogada, Mary Hellen agora busca recomeçar a vida ao lado da família. Durante o período em que esteve presa, perdeu a mãe e o avô.
A defesa também relatou dificuldades para manter contato com a brasileira durante os últimos meses de prisão e criticou a atuação da Embaixada do Brasil na Tailândia. O Ministério das Relações Exteriores, por sua vez, informou que acompanhou o caso desde 2022, prestando assistência consular, incluindo visitas periódicas, auxílio material quando necessário e contato com as autoridades prisionais.
Em abril de 2026, a defesa havia informado que o último contato com Mary Hellen ocorreu em novembro de 2025. Na ocasião, ainda havia um pedido de redução da pena aguardando análise das autoridades tailandesas. Com a conclusão do cumprimento da sentença, a pouso-alegrense conseguiu retornar ao Brasil após aproximadamente quatro anos desde sua prisão.
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