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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
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RETROSPECTIVA DE GOLPES DIGITAIS MAIS COMUNS EM 2025: VEJA COMO IDENTIFICAR E SE PROTEGER

Em 2025, o cenário é ainda mais delicado: com redes sociais, inteligência artificial, vazamentos de dados e meios de pagamento instantâneos, os golpes se tornaram mais rápidos, sofisticados e difíceis de identificar à primeira vista.

RETROSPECTIVA DE GOLPES DIGITAIS MAIS COMUNS EM 2025: VEJA COMO IDENTIFICAR E SE PROTEGER

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Os golpes digitais evoluíram — e muito. Se antes bastava desconfiar de um e-mail mal escrito ou de uma promessa “boa demais para ser verdade”, hoje os criminosos atuam com organização, aparência profissional e, muitas vezes, usando dados reais das vítimas.

 

Em 2025, o cenário é ainda mais delicado: com redes sociais, inteligência artificial, vazamentos de dados e meios de pagamento instantâneos, os golpes se tornaram mais rápidos, sofisticados e difíceis de identificar à primeira vista.

 

Por isso, entender quais são os golpes digitais mais comuns atualmente é o primeiro passo para se proteger — e, principalmente, para agir rápido caso você já tenha sido vítima.

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1. Golpe do falso advogado (e do falso processo)

 

Esse é um dos golpes que mais cresceram no último ano.

 

Funciona assim: o criminoso entra em contato com a vítima pelo WhatsApp ou Instagram, se passando por advogado ou por funcionário de escritório jurídico. Ele informa que existe um processo em andamento, um valor a receber ou uma pendência urgente — e, para “resolver”, pede um pagamento imediato.

 

O detalhe preocupante é que, muitas vezes, o golpista tem acesso a dados reais do processo, como nome das partes, número do processo e até valor da causa.

 

Como identificar:

  • Pedido de pagamento urgente via PIX
  • Contato por número desconhecido
  • Pressão psicológica (“se não pagar hoje, perde o direito”)
  • Recusa em atender por ligação ou vídeo

 

Advogados não cobram taxas judiciais por WhatsApp e não pedem PIX pessoal para liberar processo.

 

Além disso, vale destacar a ferramenta ConfirmADV, criada pela própria OAB, que permite verificar se um contato que se apresenta como advogado realmente possui inscrição ativa. Por meio da plataforma, qualquer pessoa pode consultar o nome, número da OAB e situação profissional do suposto advogado, o que ajuda a evitar golpes cada vez mais comuns, especialmente aqueles praticados via WhatsApp e redes sociais. Embora não resolva todos os problemas, a ferramenta é um passo importante para dar mais transparência e segurança nas relações entre advogados e cidadãos.2. Golpe do WhatsApp clonado ou invadido.

 

Aqui, o criminoso assume o controle da conta da vítima ou se passa por ela, entrando em contato com amigos, familiares ou clientes.

 

Normalmente, o pedido vem com frases como:

  • “Troquei de número, pode me ajudar?”
  • “Estou com um problema urgente, consegue fazer um PIX pra mim?”
  • Em poucos minutos, várias pessoas podem cair no golpe.

 

Como identificar:

  • Pedido de dinheiro fora do padrão
  • Mudança repentina de tom
  • Recusa em confirmar identidade por áudio ou chamada

 

Sempre confirme por outro meio antes de enviar qualquer valor.

 

3. Golpe do investimento milagroso (cripto, apostas e rendimentos irreais)

 

Promessas de retorno rápido continuam sendo uma armadilha clássica — agora com roupagem mais moderna.

 

Criminosos usam:

  • Perfis falsos no Instagram
  • Grupos no Telegram
  • Vídeos manipulados com IA
  • Prints de “ganhos” falsos

O discurso é sempre parecido: “funciona”, “é exclusivo”, “últimas vagas”.

 

Regra de ouro:

 

Se o investimento promete retorno alto, rápido e sem risco, é golpe.

 

4. Golpe da falsa central de banco

 

O criminoso liga ou envia mensagem dizendo que houve uma compra suspeita, bloqueio de conta ou tentativa de fraude.

 

A partir daí, induz a vítima a:

  • Fornecer senhas
  • Clicar em links falsos
  • Transferir valores “para segurança”

 

O problema é que o contato costuma parecer legítimo, com nome do banco, logotipo e até dados reais do cliente.

 

Bancos não pedem senha, não pedem transferência preventiva e não resolvem problemas por link enviado.

 

5. Extorsão virtual e chantagem digital

 

Esse tipo de crime cresceu muito em 2024 e segue forte em 2025.

 

O criminoso ameaça:

  • Divulgar imagens íntimas
  • Expor conversas privadas
  • Vazar dados pessoais
  • Atacar reputação profissional

 

Tudo isso em troca de dinheiro.

 

O erro mais comum da vítima é ceder à primeira exigência, achando que o problema vai acabar. Na prática, o pagamento costuma gerar novas ameaças.

 

Extorsão é crime. Pagar não resolve. Agir juridicamente, sim.

 

Como se proteger de golpes digitais?

 

Algumas atitudes simples fazem muita diferença:

  • Desconfie de urgência extrema
  • Nunca clique em links sem verificar a origem
  • Não envie dinheiro sem confirmação por outro canal
  • Ative autenticação em dois fatores
  • Evite expor dados pessoais nas redes
  • Desconfie de promessas fáceis

E, principalmente: não enfrente isso sozinho.

 

Fui vítima de golpe digital. E agora?

 

Se você caiu ou suspeita que caiu em um golpe:

  • Preserve todas as provas (prints, áudios, links, comprovantes)
  • Não apague conversas
  • Não continue negociando com o golpista
  • Procure orientação jurídica o quanto antes

 

Quanto mais rápido você age, maiores são as chances de reduzir prejuízos, recuperar valores e identificar os responsáveis.

 

Sobre o autor

Scott Rocco Dezorzi
Advogado especialista em Direito Digital, Propriedade Intelectual e Proteção de Dados

Sócio-proprietário do escritório Rocco & Canonica – Advogados

OAB/SC 70.035; OAB/SP 519.520

Site: https://roccoadvocacia.com.br

Fonte/Créditos: Scott Rocco Dezorzi

Créditos (Imagem de capa): Scott Rocco Dezorzi

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