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Quarta-feira, 04 de Novembro 2026
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Pouso Alegre

Veja Pouso Alegre pelo texto de Mário Quintana e interpretado por Selton Mello.

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa...

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O tempo - Mário Quintana
(Adaptação)

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

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Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."

Interpretado por Selton Mello


Poema original:
"Seiscentos e Sessenta e Seis". (Foi publicado pela primeira vez na obra Esconderijos do Tempo, em 1980)


"A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre em frente…
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.”

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