O promotor de Justiça Eduardo de Paula Machado explicou, nesta quarta-feira (28), como teria funcionado o esquema de corrupção e superfaturamento em contratos de limpeza urbana investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em Pouso Alegre e outras cidades do Sul de Minas. Veja o vídeo.
Segundo o promotor, um grupo empresarial teria oferecido propina a agentes públicos para conseguir contratos de varrição de ruas, poda de árvores, coleta e transporte de lixo e destinação de resíduos em aterros sanitários.
Após a aproximação com os servidores, a empresa teria conseguido contratos por meio de dispensas de licitação, fraudes ou direcionamento dos processos licitatórios.
Com os contratos firmados, o grupo teria cobrado por serviços não realizados ou executados em quantidade inferior à contratada, provocando prejuízos aos cofres públicos.
Eduardo explicou que o afastamento dos servidores investigados busca preservar o funcionamento da administração pública. A medida atingiu dois servidores de Pouso Alegre e um de São Sebastião da Bela Vista.
O promotor confirmou ainda que a Justiça determinou a prisão preventiva de um investigado, que não foi localizado e é considerado foragido.
Batizada de 'Forças Ocultas', a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Pouso Alegre, São Gonçalo do Sapucaí, Gonçalves e Varginha.
Em nota, a Prefeitura de Pouso Alegre informou que colabora integralmente com as investigações, forneceu os documentos solicitados e cumpriu as determinações judiciais, incluindo os afastamentos.
Já a Prefeitura de São Gonçalo do Sapucaí esclareceu que as buscas realizadas pelo Gaeco tiveram como objetivo localizar documentos relacionados à empresa THV, responsável pela coleta e destinação do lixo urbano no município.
As investigações continuam para apurar as suspeitas de pagamento de propina, fraudes em contratos públicos e desvio de recursos.
Créditos (Imagem de capa): Conexão TV Web