Santa Teresinha tinha razão: a vida é um breve, brevíssimo segundo — um sopro que mal nasce e já deseja repousar no Coração de Deus.
E nesse instante fugidio que chamamos vida, tudo ganha um peso eterno: o gesto pequeno que ninguém vê, a fidelidade escondida, a caridade silenciosa, a lágrima ofertada, o sorriso que nasce mesmo quando o peito dói. Somos peregrinos que atravessam um relâmpago de tempo, carregando dentro um desejo infinito.
Talvez seja exatamente aí que repousa a sabedoria da pequena flor:
Viver o pouco como quem toca o eterno.
Viver o instante como quem abraça o céu.
Viver o hoje como quem já começou a amar para sempre.
E diante deste mistério tão breve e tão imenso, elevamos o coração ao Alto e murmuramos, com a fé de quem confia e a saudade de quem ama:
Que Deus te acolha, querido Pe. Júlio.
O que para nós é despedida, para ti é encontro. O que para nós é silêncio, para ti é canto. O que para nós é saudade, para ti é plenitude.
Pe. Rodrigo Rodrigues.
Créditos (Imagem de capa): Reprodução