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Quinta-feira, 05 de Novembro 2026
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Juliana Marins morreu na terça ou quarta-feira, cerca de quatro dias após ter caído em penhasco, diz legista.

A declaração entra em rota de colisão com a versão da agência indonésia de busca e resgate (Basarnas), que havia informado que a brasileira já estava sem vida na noite de terça-feira, uma diferença de cerca de seis horas.

Juliana Marins morreu na terça ou quarta-feira, cerca de quatro dias após ter caído em penhasco, diz legista.

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A autópsia entregue pelo médico forense Ida Bagus Alit sugere que Juliana Marins, 26 anos, faleceu na própria quarta-feira, 25 de junho, dia em que seu corpo foi retirado da encosta do Monte Rinjani. “De acordo com meus cálculos, a vítima morreu na quarta-feira, 25 de junho, entre 1 h e 13 h”, explicou o especialista à BBC, citando o fuso de Lombok — onze horas à frente de Brasília — para situar o intervalo entre 14 h de terça-feira e 2 h de quarta, no horário brasileiro.


A declaração entra em rota de colisão com a versão da agência indonésia de busca e resgate (Basarnas), que havia informado que a brasileira já estava sem vida na noite de terça-feira, uma diferença de cerca de seis horas. “De fato, é diferente da declaração de Basarnas. Há uma diferença de cerca de seis horas em relação ao horário declarado por Basarnas. Isso se baseia nos dados de cálculo do médico”, completou Alit.


Os peritos identificaram múltiplas fraturas. “Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento”, detalhou o legista. Ele acrescentou: “A vítima sofreu ferimentos devido à violência e fraturas em diversas partes do corpo. A principal causa de morte foram ferimentos na caixa torácica e nas costas”. Segundo Alit, não houve sinais de hérnia cerebral nem retração de órgãos que indicassem hemorragia lenta: “Isso sugere que a morte ocorreu logo após os ferimentos”.

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Com base nesses indícios, a equipe estima que a morte se deu cerca de 20 minutos depois do trauma fatal, o que empurra o horário do impacto para a madrugada de quarta-feira pelo relógio local.


Se confirmada a nova linha do tempo, Juliana teria sobrevivido pelo menos quatro dias após a queda inicial, registrada no sábado, 21 de junho. A possibilidade eleva a cobrança de explicações sobre a demora no resgate. Turistas entregaram vídeos que mostram a brasileira com vida horas depois do acidente, pedindo ajuda.


Os parentes, entre o Brasil e a Indonésia, afirmam não ter recebido nenhum comunicado oficial antes da divulgação do laudo.

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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